10 comidas típicas para provar em Salvador

A culinária da Bahia é uma explosão de sabores. Com forte influência africana, a comida baiana é marcada pela presença de temperos mais fortes à base de azeite de dendê, leite de côco, gengibre e muita, muita pimenta.

Listamos aqui 10 pratos típicos que provamos em nossa passagem pela capital baiana e sugerimos que você conheça também:

Acarajé

Começamos com uma das estrelas da gastronomia baiana. Trata-se de um  bolinho feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal. A massa é frita em azeite de dendê. Seu recheio é composto de pimenta, camarão seco, caruru e vatapá, sendo relativamente comum a adição de vinagrete.

Pois bem – em Salvador, mais especificamente no bairro do Rio Vermelho duas barracas de Acarajé disputam o título de melhor Acarajé de Salvador: o Acarajé da Cira e o Acarajé da Dinha. Resolvemos provar um de cada para tirar a teima e nós dois concordamos que o da Cira é mais gostoso. Achei o bolinho mais crocante e o camarão do recheio idem, mas nosso anfitrião, o fotógrafo Gabriel Pinheiro, que é de Salvador, prefere o da Dinha.

Acarajé da Cira: PIREM com os tamanhos destes camarões

Como gosto é muito pessoal recomendamos muito que você vá ao Rio Vermelho e prove um de cada também, mas saiba: é um preparo forte e pesado, então pra quem não tá acostumado o ideal é dividir com alguém se quiser mesmo provar os dois.

Abará

Abará é um bolinho de feijão-fradinho moído cozido em banho-maria embrulhado em folha de bananeira. É um prato típico da culinária da África e da cozinha baiana e também faz parte da comida ritual do candomblé. É feito com a mesma massa que o acarajé: a única diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.

Provamos o Abará numa barraquinha de rua na Mouraria, região de Salvador com muitos bares e forte vida noturna.

Eu, Vanessa, não vi tanta graça no Abará, gostei mais dos acompanhamentos: o vatapá então, huuumm!!! É delícia demais! 🙂

Lambreta

Foi justamente na região da Mouraria que provamos a Lambreta. Nosso anfitrião nos levou até lá exclusivamente para que pudéssemos provar o prato. A lambreta é um marisco que lembra muito uma ostra pequena. É servida em panelas onde é preparada com os mais variados tipos de temperos. A mais tradicional em geral é preparada com azeite e cebola, mas pode também incluir molho de tomate e temperos mais elaborados.

À parte, num copinho, é servido o caldinho onde as lambretas são cozidas. Então a gente bebe o caldinho e depois come o molusco, retirando-o delicadamente de dentro da concha, que se abre no cozimento. É um sabor muito suave e delicioso! Leonardo achou muito supreendente.

Moqueca

A moqueca é um cozido, geralmente de peixe, típico da culinária brasileira e também da angolana. Pode ser preparada com peixe, mariscos, crustáceos, galinha e até ovos. Habitualmente servida em panela de pedra, é um preparo bem forte! Acompanha pirão e arroz.

Eu, Vanessa, sou apaixonada com moqueca e achei a baiana SENSACIONAL. Até Leonardo que não é tão fã do prato gostou. Comemos uma moqueca maravilhosa no Recanto da Lua Cheia. (Em média R$ 100,00 para 2 pessoas).

Caldo de Sururu

Muito comum ser servido como opção de entrada nos restaurantes de Salvador, o caldinho de sururu é feito tendo como base o pequeno molusco encontrado em manguezais. O preparo é simples e há pouca variação nos ingredientes de cada receita: em geral refoga-se cebola, tomate e coentro no azeite, depois acrescenta-se o sururu, molho de tomate, água, cheiro-verde e leite de côco. À mesa, o caldo é servido com molho de pimenta ou limão.

Tudo na Bahia é com pimenta né minha gente, e eu particularmente adoro! Tanto eu quanto Leonardo gostamos muito do caldinho! Este da foto é também do Recanto da Lua Cheia.

Cocada

As cocadas baianas são tão famosas que viraram até souvenir de viagem e são vendidas em versões variadas para presentear. Em Salvador, tanto nos mercados locais como no Pelourinho encontramos muitas variações do doce, com sabores diversificados.

Peixe agulhinha frito

Eu tenho muita gastura de peixe frito porque tenho sérias dificuldades de lidar com os espinhos. Gabriel nos levou a um bar nos fundos do Mercado Modelo e lá pedimos uma porção de peixe agulhinha frito.

Para minha alegria o peixe tem espinhos tão, mas tão fininhos, que a gente pode mastigá-los sem dificuldades. Como o peixe é pequeno e fininho, fica super crocante. A porção serviu a nós 3 e custou incríveis R$ 22,00. Peça com uma cerveja gelada que não tem erro. É pra comer de pé, no balcão, vendo o vai e vém do mercado.

Pão Delícia

O pão delícia é uma receita tradicionalmente baiana, muito comum nas padarias e festas – e servido com vários tipos de recheio.

Provamos o pão delícia numa cafeteria. A massa é bem suave, ele é muito fofinho, com a casquinha levemente crocante e bem molhadinho por dentro. Me lembrou alguns pães de batata que já comi em Minas, mas a massa do pão delícia é mais leve.

Como o sabor é pouco marcante, o destaque fica mesmo na textura e no recheio. Eu, Vanessa, achei gostoso, Leonardo não achou muita graça.

Comparação dos tamanhos do Pão Delícia (acima) com o Pão de Queijo (abaixo)

Queijo coalho com melaço de cana

Nas praias de Salvador é um clássico comprar queijo coalho que o vendedor assa na hora, numa espécie de lata com brasa em fogo. Este queijo eu já tinha provado nas praias cariocas, mas a novidade pra mim foi o melaço de cana como acompanhamento. Este eu comprei de um ambulante no Rio Vermelho. Achei que ficou doce demais, prefiro o queijo sem o melaço, mas vai muito do gosto de cada um. Leonardo nem quis comer.

Cravinho

O último item da lista não é exatamente comida, mas é tão representativo da Bahia que não poderíamos deixar de citá-lo aqui.

Servido no bar que leva o mesmo nome da bebida, o cravinho é uma infusão de cachaça com mel, cravo e limão servida somente no Pelourinho. É muito aromática, adocicada e bem saborosa.

Saúde!

Eu gosto muito de cachaça e é claro que amei o cravinho. O sabor tende para a canela e o cravo, daí o nome.

Ah, Bahia!
Crédito: Márcio Filho – MTUR

Muitas das fotos deste post são do fotógrafo Gabriel Pinheiro, nosso amigo e anfitrião em Salvador. Ele é fotógrafo e suas fotos estão à venda em seu site.

Salve no Pinterest e consulte sempre que quiser

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Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

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2 Resultados

  1. Eu piro na cocada, e fiquei louca para experimentar o pão delícia, o cravinho, e o queijo coalho no melaço..

  2. Paula Gabi disse:

    Não tenho o que dizer sobre este post, só sentir hehehehe! Brincadeirinha, QUE MARAVILHAAAAAAAAAAAAAA DE POST! Viva a Bahia!!!!
    Comida baiana é boa demais, aqui em Bh vou muito na Baiana do Acarajé, amo! Nada como uma boa moqueca! Mas confesso que ainda estou aprendendo a comer acarajé!
    O que mais gostei no post foram os outros itens que eu nunca nem tinha ouvido falar! Com certeza vou amar o cravinho e o pão delícia! O caldinho de sururu parece com o que? Vou provar quando encontrar um!

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