Cataratas dos Couros, na Chapada dos Veadeiros

Sem sombra de dúvidas podemos afirmar que as Cataratas dos Couros é um dos lugares mais bonitos que já estivemos na vida toda. A grandiosidade das quedas, que chegam a 100 metros de altura, é de impressionar!

Em nossas pesquisas encontramos diversos posts em blogs sugerindo a contratação de guia para este passeio e vimos vários grupos com guias por lá, mas não achamos nem um pouco necessário: fomos sozinhos e foi tudo bem tranquilo.

A estrada que dá acesso às Cataratas dos Couros: em sua maior parte é assim, bem batidinha e tranquila de passar. O cenário é muto bonito, cerradão!

Partindo de Alto Paraíso levamos em média 1h e 30min de carro até o local, seguimos pela indicação do Google Maps e não teve erro. Saindo de Alto Paraíso, são 16 km de asfalto e depois mais 35 km de terra, por uma estrada em sua maior parte tranquila.

Oi, cerrado!

É um dos poucos atrativos da Chapada não cobrado – logo na entrada há uma barraquinha onde podemos encomendar almoço num restaurante familiar próximo dali, mas nós optamos por não fazê-lo: levamos lanches de trilha e achamos que assim, poderíamos aproveitar melhor o dia sem a preocupação de ter que cumprir horário agendado para refeição. Lá também vendem pastel, água e caldo de cana, tudo apenas com pagamento em dinheiro.

Nesta entrada dois homens tomavam conta do estacionamento e sugeriam uma doação espontânea para ajudar no cuidado com o local. Decidimos contribuir com R$ 15,00, o mesmo valor cobrado pelo estacionamento do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – nos pareceu justo. Mas tem quem dê mais, tem quem não dê nada.

Entrada para o atrativo: os moços de camisa laranja cuidam do local e pedem as doações espontâneas. A abordagem é bem tranquila. Ali podemos também encomendar o almoço no Rancho Dona Luzia, que fica nos arredores e comprar água

Passando pela “entrada” a gente segue por uma trilha em descida até a primeira cachoeira, a Cachoeira da Muralha. Seguindo dicas de outros blogs passamos por ela e deixamos para tomar banho na volta e foi a melhor coisa que fizemos – ela é tão linda que a gente tende a querer ficar, mas seguindo a trilha rio abaixo vem ainda coisa mais impressionante pela frente…

Trilha da “entrada” à Cachoeira da Muralha, a primeira. Muitas pedras, tem que ter atenção. Sapato fechado e com sola anti derrapante ajuda muito!
Nossa primeira visão da Cachoeira da Muralha: ela é enorme! Notem que aqui o tempo já estava nublado e ficou assim a maior parte do dia – como a luz não estava a ideal, nossas fotos não traduzem a beleza real do local – é tudo muito lindo por lá.

Seguimos pela trilha descendo à margem do Rio dos Couros. Daí eu noto uma prainha e uma área super gostosa para banho. Como a maioria das pessoas seguiam direto já em busca das próximas cachoeiras, este pedacinho acabou que ficava vazio e então eu decidi parar para banho. Sabia que deveria seguir, mas não resisti – um banho rápido, do qual não me arrependi.

Esta foto fizemos na volta, então o sol já tinha dado as caras. Ao longo do trajeto, beirando o rio, vamos o tempo todo acessando várias e várias piscinas naturais como esta – são deliciosas para banho. Como são muitas opções, é um atrativo que mesmo estando muito cheio, ainda assim provavelmente será possível achar um cantinho mais sossegado para chamar de seu.
Uma das várias corredeiras descendo o rio
Lá no fundo a gente avista a Cachoeira da Muralha. Eu estou na trilha, margeando o Rio dos Couros.

De volta à trilha, chegamos à Cachoeira de Almécegas 1000 ou São Vicente. São várias quedas d’água que descem num paredão de pedras em formato de degraus. É muito difícil conseguir enquadrar toda a cachoeira numa câmera com lente simples, tamanha a sua grandiosidade.

Primeira visão da Cachoeira. A gente fica muito pequeno perto desta imensidão toda! (Como estávamos na estação seca ela estava com menos água, vejam aqui uma foto dela na época chuvosa)

Além de ser absolutamente incrível vê-la por baixo, na parte alta dela, que podemos acessar pelas pedras antes de descer, temos uma visão espetacular. Claro que a foto não é capaz de mostrar a magnitude do local – só estando lá pra ver mesmo.

Esta foi uma das visões mais impactantes que tivemos na vida: do alto da Cachoeira de Almécegas 1000, avistamos sua queda e poço, lá embaixo. Notem o tamanho das pessoas. É uma coisa inexplicável, a gente vai andando para chegar até a beirada dela e de repente se deparar com este “buraco” imenso. É destas experiências que deixa a gente muito agradecido e cada vez mais certo de que precisamos mesmo sair da zona de conforto e ir ver o mundo.
Paredão da cachoeira – não parece talhado à mão?

Quando a gente achou que já tinha visto a parte mais bonita aí é que fomos mais uma vez surpreendidos. A Cachoeira do Parafuso, a próxima seguindo a trilha pela beira do rio é uma das coisas mais lindas que já vi na vida. Sabe aqueles lugares aonde você se emociona e agradece por ter podido estar ali, vivo, para ver se sentir tudo aquilo? Pois é, é lá.

Ela é absurdamente maior do que a foto mostra – tem uma pessoinha ali embaixo. Um guia que estava por lá disse que é muito perigoso nadar até a queda, formam-se redemoinhos e muitos já se afogaram por lá. Na verdade, é até bem difícil chegar até lá, a água cai tão forte que empurra a gente para a margem

Seguimos a trilha até o final dela, que dá para o Cânion: a trilha termina num grande paredão. É bem bonito, mas definitivamente a beleza das cachoeiras impressiona muito mais. Por isso fotografamos e voltamos logo para curtir mais das cachoeiras.

Fim da trilha, quando o Rio despenca nesta paredão e cai lá embaixo.

E claro, como planejado, encerramos com o banho na primeira cachoeira, a da Muralha.

Terminamos o dia na primeira cachoeira, a da Muralha. É mesmo o melhor a fazer: já seguir direto para o final da trilha e vir subindo, parando em cada cachoeira.

Além de ser um atrativo gratuito (coisa rara na Chapada) e lindíssimo, outra grande vantagem é a trilha curta e com pouca dificuldade: ela vai o tempo todo margeando o Rio dos Couros, com água à vontade. Então se cansar ou o calor pegar é só dar uma paradinha para descanso, mergulho que tá tudo certo! No dia anterior a gente tinha feito a Trilha dos Cânions no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e sofremos com a secura do trajeto e o calor intenso, então achamos esta trilha mais “molhada” um verdadeiro deleite!

Se nós podemos dar uma recomendação é INDEPENDENTE do número de dias que você tem para visitar a Chapada, NÃO DEIXE DE IR ÀS CATARATAS DOS COUROS. É simplesmente sensacional.

Que dia! Que lugar!

Dicas importantes:

Não há taxa de visitação, mas é sugerido por pessoas que ficam na entrada uma ajuda voluntária para manutenção. Em Alto Paraíso nos contaram que aquelas terras tem alguma questão judicial envolvendo o MST, daí o fato de não ser cobrado. Não sabemos exatamente quem são as pessoas que cobram, mas ele usam uniforme e tudo, provavelmente moradores dos arredores.

O local fica a aproximadamente 51 kms de carro de Alto Paraíso de Goiás. O Gmaps localiza corretamente, dá pra ir com carro particular com tranquilidade, porém nem todos os trechos são sinalizados – GPS é importante. Chega-se através da Rodovia Go-118 (sentido Brasília). São 16 Km de asfalto e depois mais 35 km em estrada de terra

Se fizer questão de almoço reserve já na chegada, com uma das pessoas que ficam na entrada – eles fazem contato com o restaurante e reservam pra você. Nós preferimos levar lanches de trilha para ficar mais livre e não nos arrependemos. Lá é tão lindo que a gente passa o dia todinho lá fácil, não achamos que vale a pena “perder” tempo com o almoço, mais vale fazer um bom lanche lá mesmo.

Repelente e protetor solar são importantes.

Não é obrigatório guia e achamos dispensável. A trilha é auto guiada, em média 3 kms ida e volta. A vantagem do guia é que eles indicam os locais mais seguros para banho e tals, mas se você não é de se arriscar demais (como a gente) é bem tranquilo ir sem.

Em épocas de chuva há risco de tromba d’água, então as épocas secas são as melhores (e mais seguras) para a visita. Contudo na época chuvosa o volume de água é maior e logo para fotografar é a época mais bonita.

Estivemos nas Cataratas dos Couros em setembro/2018

Na volta ainda fomos presenteados com uma lua cheia incrível. Ah, Chapada! <3
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oqueijovainamala

Um casal mineiro que ama viajar e conhecer novos lugares, mas acima de tudo busca experiências e novas histórias para ouvir e contar.

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