Caverna Angélica, em Terra Ronca

Conhecemos Angélica na parte da tarde de nosso primeiro dia em Terra Ronca, logo após conhecer Terra Ronca I, pela manhã.

Leonardo tinha visto fotos desta caverna na internet e estava empolgado com a ideia de conhecê-la. De fato ela se diferencia bastante das demais que visitamos no parque (Terra Ronca I e São Bernardo).

Angélica é uma caverna de detalhes: são tantas coisinhas ali e aqui, tanto rebuscamento que a gente fica meio bobo em ver que coisas que parecem ter sido esculpidas à mão foram na verdade forjadas anos e anos pela natureza.

Estas gotinhas de água que pingam lentamente ao longo de milhões de anos vão formando incríveis e delicadas estalactites

É a única caverna que tem taxa de visitação: R$ 5,00 por pessoa – ela fica em propriedade privada e temos que pagar para adentrar as terras.

A entrada da Angélica é larga e bem fácil! A abertura é grande, não tão grande como Terra Ronca I, mas é bem ampla e sem qualquer dificuldade para entrar.

Angélica é uma das maiores cavernas do parque, em extensão – são aproximadamente 14 kms divididos em várias salas.

Outra diferença que notamos em relação à Terra Ronca I e São Bernardo é que em Angélica por vezes as passagens são mais apertadas e mais baixas. Não é nada que chega a causar mal estar, ao menos não nos causou, mas é importante frisar este ponto.

Angélica é uma caverna cheia de detalhes e surpresas: esta formação é conhecida como a “Santa”. Não é que parece mesmo uma santa no altar? (A imagem mais ao meio, em branco)
Estalactites, Estalagmites e nosso guia, Rivaldo

Angélica é daquelas cavernas que impressionam a cada novo detalhe. Tudo que a gente vê é tão bonito que toda hora eu só pensava: “eu preciso voltar aqui de novo”.

Formação que lembra uma cortina com suas dobras: não é surreal imaginar que tudo isto foi feito num processo lento de milhões de anos?

É difícil comparar uma caverna e outra – todas são lindas e cada uma tem sua beleza em particular, mas posso dizer que Angélica é a que se destaca pelos detalhes e pela delicadeza com o qual a natureza se encarregou de talhar as rochas de um modo tão singelo.

E quando você acha que já viu de tudo chegamos ao salão dourado! O teto dele parece ouro!

Rivaldo brincou com a gente que era ouro de verdade. Se fosse, infelizmente Angélica já teria sofrido muito com a ganância humana. Não me lembro ao certo da explicação que ele nos deu, mas muito provavelmente trata-se de algum tipo de planta/fungo/microorganismo

Um dos salões mais esperados por nós era o do espelho: nele o rio forma uma imagem em espelho, refletindo o teto e suas formações rochosas, com a luz da lanterna devidamente posicionada. Olha só como fica uma foto profisional de lá:

Foto retirada de Mega Curioso

Rivaldo percebeu nossa ansiedade em chegar ao salão do espelho e nos disse, logo na entrada da caverna, que infelizmente ele estava seco. Fazer o que né? Estávamos em outubro e nesta época é seco mesmo, pensamos.

Andamos e andamos caverna adentro até que num dado momento Rivaldo nos pediu para que sentássemos e disse que queria nos mostrar algo. Vira e volta ele fazia algum efeito bacana brincando com a luz da lanterna e as sombras das rochas e achamos que seria algo assim. Até que ele liga a lanterna e lá está ele, o espelho, bem diante de nós! Era só uma pegadinha! 😀

Claro que não tínhamos a mesma luz e nem a mesma câmera, a nossa foi esta daqui. In loco é incrível: o efeito tira completamente a ideia de que o que está abaixo é água, formando uma ilusão de ótica sensacional

Coisa mais linda de viver esta caverna viu?

Formação rochosa conhecida como “porta retrato”: sim, Angélica foi tão generosa que construiu-o só pra gente fazer estas fotinhas bonitinhas 😀
Os “dentes”
Esta “cortina” é tão delicada que a gente tem medo de chegar perto demais, esbarrar e acabar quebrando

Nossos agradecimentos ao guia Rivaldo, que nos proporcionou um passeio seguro, divertido e incrível! Para contactá-lo:

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Celular: (62) 9 9669 9770.

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Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

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3 Resultados

  1. José Humberto M. de Paula disse:

    Olá Vanessa,
    Que bom que gostaram das minhas fotos!!!…
    … Eu fiz o livro, as fotos e continuo vivendo Terra Ronca, para divulgar esse mundo subterrâneo desconhecido, mas absolutamente surpreendente, inusitado, espetacular. Por isso as fotos, o livro e outros que estou construindo.
    Enfim, obrigado.
    José Humberto M. de Paula.

  2. Vanessa Barreto disse:

    Que honra receber sua visita José Humberto, seu trabalho é incrível!!!

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