Como é a visita guiada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do poder judiciário no Brasil, veja mais detalhes AQUI. O Palácio do STF fica na Praça dos três poderes, de frente para o Palácio do Planalto, em Brasília.

A visitação ao prédio é gratuita e precisa ser agendada veja AQUI todas as informações. É preciso informar já na ocasião da solicitação online data e horário pretendidos, cidade e Estado de residência e telefones para contato.

Entramos por um prédio verde anexo ao Palácio. Lá passamos pela portaria, fornecemos nossas identificações e fomos orientados a esperar. Em uns 10 minutos uma senhora do cerimonial nos chamou e disse que nos guiaria pela visita. Demos a sorte de sermos os únicos naquele dia e horário, portanto tivemos atenção da guia exclusiva para a gente.

A visita começa pelo Espaço Cultural Ministro Menezes Direito, uma espécie de corredor por onde passam funcionários e também os Ministros do STF. Logo no início fomos advertidos de que poderíamos fotografar à vontade, contudo se algum dos Ministros por ali passassem não deveríamos fotografá-los.

Neste corredor estão estampados em painéis todas as composições plenárias do STF desde seu início aos dias atuais. Do outro lado da parede, uma exposição temática sobre os 30 anos da Constituição Federal, incluindo as antigas constituições que já vigoraram no país.

Já quase na saída a guia disse bem rapidinho: “vem ele!” e ficou dura igual um pau, em posição de respeito. Fizemos o mesmo. Por nós passou Dias Toffoli, o atual presidente do STF. Deu uma olhadinha pra gente e nos deu bom dia.

Ao fim do corredor saímos numa sala bonita com piso em mármore branco. Ali fica uma coleção de fotos de Sebastião Salgado, doação do próprio ao STF. Nesta sala fica também um elevador de uso exclusivo dos Ministros, indicado pelo tapete vermelho.

De lá vamos a uma outra sala nomeada por Ambiente Pontes de Miranda. Trata-se de uma coleção de móveis desenhados e entalhados em ipê pelo jurista Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda para sua biblioteca no Rio de Janeiro, na década de 30. A inspiração do mobiliário é alemã e vemos em vários deles entalhes em forma da cruz dos templários e da rosa dos ventos. Esculturas em metal envelhecido e pinturas também fazem parte da coleção.

Passamos por um amplo salão com presentes recebidos de outros países – em visitas diplomáticas é comum autoridades internacionais presentearem os países que estão visitando com objetos de valor em sua cultura, como pratos, vasos, placas e até mesmo fotos.

E vamos conhecer o salão principal, onde são recebidas autoridades e visitantes de outros países. De lá temos uma vista muito bonita da Praça dos Três Poderes.

De lá descemos por uma escada para acessar novamente o primeiro pavimento do Palácio, onde fica o plenário do STF (aquele que a gente vê na TV). No caminho, bustos e obras de arte.

Esta é a porta principal do plenário, aberta somente em ocasiões especiais: no dia a dia entra-se pela lateral

Podemos percorrer todo o plenário, só não podemos “entrar” na área onde os Ministros trabalham, nem sentar nas cadeiras deles.

Cada Ministro tem um armário com suas “vestes”

A visita se encerra num salão onde os Ministros recebem imprensa e entre uma atividade e outra fazem reuniões mais informais. Lá está exibida, protegida por vidro, a Constituição Original de 1988, atua em vigor no país.

Espaço para os Ministros receberem visitas
A Constituição de 1988

Ao fim da visita fomos presenteados com um gibi na Turma da Mônica em edição especial explicando sobre o STF e ficamos livres para fotografar a parte de fora do Palácio.

A visita não leva muito mais do que uma hora e, como estávamos só nós dois, foi muito proveitosa. Deu pra fotografar com tranquilidade e tirar dúvidas com a guia, muito gentil por sinal. Se você for à Brasília não deixe de fazer esta visita!

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Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

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