Itabira, a terra do poeta Carlos Drummond de Andrade

“Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa…

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!”

(Confidências do Itabirano – Carlos Drummond de Andrade)

É claro que a gente teria que abrir um post sobre Itabira com uma poesia de seu filho ilustre. E hoje, quase que todo o apelo turístico da cidade está voltado para os lugares e caminhos que o poeta percorreu em sua cidade natal. Mas antes, vamos falar um cadim da cidade:

Itabira é um município mineiro de aproximadamente 120 mil habitantes localizada a leste da capital do Estado, no limite da região conhecida como quadrilátero ferrífero, região esta responsável por 60% de toda a produção nacional de minério de ferro. Conhecida como a “cidade do ferro”, é berço da companhia Vale do Rio Doce, atualmente conhecida apenas como “Vale”. A companhia iniciou suas atividades na região há mais de meio século e hoje mais da metade da renda do município vem do ferro.

Drummond sempre viu com muita preocupação a exploração de ferro em sua cidade e em diversos poemas profetizou o que hoje estamos por testemunhar: assim que a gente entra em Itabira vemos as serras cortadas pela atividade mineradora.

“O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga

(…)

Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?”

(Lira Itabirana – Carlos Drummond de Andrade)

O visitante que vai à Itabira irá, o tempo todo, se deparar com referências aos dois maiores símbolos da cidade: o ferro e o poeta Drummond.

O que fazer em Itabira?

Praticamente todo os atrativos turísticos da cidade envolvem o poeta e nós, como leitores apaixonados de sua obra, queríamos muito conhecer tudo de perto.

 

Museu Territórios Caminhos Drummondianos

O Museu de Território “Caminhos Drummondianos” é formado por quarenta e quatro placas-poemas do poeta. As placas-poema dos caminhos Drummondianos referenciam fatos, locais e personagens – in loco – que fizeram parte da vida de Drummond em Itabira ou nas lembranças de sua terra natal. (Fonte: site da prefeitura de Itabira)

O visitante pode optar por “ir atrás” de cada placa, e assim percorrer todos os caminhos que de algum modo fizeram sentido na vida do poeta ou simplesmente sair andando pela cidade e encontrá-las, que foi o que nós fizemos. É meio mágico estar andando pela cidade e de repente se deparar com uma placa com um poema, e através dele, apreender a visão do poeta sobre aquele que lugar pisamos. Pura história, arte e cultura! – e poesia, claro.

 

Memorial Carlos Drummond de Andrade

Localizado no alto do Pico do Amor e com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o memorial abriga a reconstrução da história e obra do poeta, em fotos, poemas e objetos pessoais.

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Entrada: R$ 2,00 por pessoa. No início da visita guiada assistimos a um curto vídeo explicando sobre o poeta e sobre o memorial.

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Uma biblioteca com obras do poeta e teses e dissertações feitas sobre sua obra estão disponíveis

 

Logo na entrada há uma intervenção linda, fruto de um projeto chamado “Fala, fala, fala Drummond”. Um telefone, que era do próprio Drummond, toca. O visitante atende e escuta o poeta recitando um de seus poemas. Você desliga o telefone e em algum tempo ele toca de novo – o poeta recita novo poema. São 26 poemas recitados pelo próprio, um por ligação. Eu, Vanessa, me debulhei em lágrimas.

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Carta que Drummond enviou ao neto, Pedrinho. Hoje Pedro é o curador do Memorial

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Dizem que este bilhete foi encontrado no bolso do paletó de Drummond, quando da ocasião de sua morte. Nele estava escrito: “Recomendações da mamãe: 1) Não guardeis ódio de ninguém 2) Compadece-te sempre dos pobres 3) Cala os defeitos dos outros

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Na foto o poeta com a esposa e a filha, Maria Julieta. Na visita a guia conta que pai e filha eram muito amigos e próximos. Maria Julieta também se aventurou na escrita, mas sem obter o mesmo sucesso que o pai

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Amo muito este poema. Drummond foi capaz de colocar com perfeição em palavras a alma do mineiro. Por diversas vezes em momentos difíceis eu me pego pensando, quase que como um mantra: “Espírito de Minas, me visita”.

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O memorial tem uma sala só com objetos pessoais do poeta – aqui vemos sua máquina de escrever

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Ao longo de várias salas vemos objetos, textos e também muitas fotos do poeta e de sua família

 

A área externa gramada é a casa da estátua de bronze do poeta e lá ele saúda o visitante, sentado em seu banco, lendo.

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Ao fundo vemos a serra, toda “cortada” pela mineração de ferro. Drummond, que tanto sofria em ver sua Itabira “devorada” pela atividade mineradora, parece ter sido ali colocado de costas quase que propositalmente

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Uma escada dá acesso ao cruzeiro, com um mirante de onde temos vista da cidade e das serras cortadas pela mineração: o tempo todo em Itabira, ferro e Drummond se encontrarão. Não sei bem porque, mas o Google Maps localiza esta região como Pico do Amor. Bonito né?

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Do alto do cruzeiro temos ainda uma vista mais impactante da serra. Logo abaixo da área do Memorial há este palco, o que indica que ali muito provavelmente ocorram apresentações culturais

Coladinho ao Memorial está o Parque Municipal Mata do Intelecto, com área verde de mata atlântica preservada, uma boa opção para quem gosta de um relax em meio à cidade. Por uma questão de tempo e prioridades não visitamos

 

Memorial Carlos Drummond de Andrade
Endereço: Pico do Amor, bairro Campestre, Itabira. 
(Parar na praça do bairro Campestre e seguir a pé até a portaria)
Horário: 2ª a 6ª de 09 as 18 hs. Finais de semana de 10:30 as 16:30
Taxa de visitação: R$ 2,00 com visita guiada

 

 

Fazenda do Pontal

Reconstrução da antiga Fazenda de propriedade do pai de Carlos Drummond de Andrade, local onde o poeta passava suas férias. No local da fazenda original, que podemos avistar da área externa da nova construção, hoje existe uma área de rejeitos da mineração de ferro da companhia Vale, que desmontou a fazenda.

As portas, janelas e parte das madeiras e toras de sustentação da antiga casa foram numeradas, separadas e removidas, para serem utilizadas na reconstrução da Fazenda, então ela embora seja uma reconstrução, guarda bastante coisa da original.

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Estas são as placas que compõem o Museu a céu aberto “Caminhos Drummondianos”. Encontramos com elas em vários pontos da cidade que de algum modo fizeram parte da vida do poeta e se ligam ao poema destacado. Logo na entrada da fazenda, o poema “Infância”

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Estátua réplica de uma foto de Drummond quando criança. A família do poeta era rica, o pai era fazendeiro, nota-se a bonança pelas vestes da criança

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Da área externa da Fazenda vemos a área onde ficava a fazenda original e que hoje está tomada por rejeitos da mineração

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A visita é também guiada. A casa hoje é mantida pela Fundação Carlos Drummond de Andrade. Custo da visita: R$ 2,00

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Não há quase mobília original: o destaque fica para a arquitetura e estrutura interna da casa. Os mesmos marcos e toras de madeira da antiga casa foram numerados e reutilizados na construção da nova, com o intuito de preservar ao máximo os moldes da antiga

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Dentro da Fazenda tem também uma intervenção do projeto “Fala, fala, fala Drummond”

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Hoje a casa dispõe até de elevador para aumentar a acessibilidade

Rua Maria Julieta S/N – Campestre, Itabira – MG, 35900-086
Horário: 2ª a 6ª de 09 as 18 hs. Finais de semana de 10:30 as 16:30
Taxa de visitação: R$ 2,00 com visita guiada

 

Centro histórico

O Centro Histórico de Itabira é composto pelas Ruas Água Santa, Dr. Alexandre Drummond, Tiradentes e Praça do Centenário. Atualmente esta região é o coração financeiro e comercial da cidade.

Numa caminhada a pé, não muito demorada, a gente consegue ver toda a região. Os principais pontos:

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Paróquia Nossa Senhora da Saúde: começamos o passeio por ela, era a que ficava mais próxima do nosso hotel

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Construção de 1947

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Seguindo rumo ao centro histórico a gente percebe que Itabira mantém algum casario de época, mas também já se modernizou bastante. A história e o “novo” convivem lado a lado na cidade

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Uma das várias placas do Museu Territórios Caminhos Drummondianos

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Hotel Itabira: edificação do Século XIX que está muito bem preservada e funciona até hoje como hotel

 

O Hotel Itabira inspirou Drummond em dois poemas: “José” e “Sobrado do Barão de Alfié”. Ambos estão nas placas, colocadas diante do hotel.

 

 

A fachada é linda e é muito emocionante caminhar pelas ruas e ir encontrando as placas. A gente pára, lê o poema e tentar entender o sentido que aquele local fez na vida do poeta e na escrita daquele poema.

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Esta placa me deu um nó na garganta. Tutu caramujo foi ex-presidente da Câmara Municipal de Itabira e compartilhava com o poeta do mesmo pessimismo com a atividade mineradora na região. “Os homens olham para o chão. Os ingleses compram a mina. Só, na porta da venda, Tutu Caramujo cisma na derrota incomparável”, escreveu o poeta itabirano.

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Este foi um dos locais que eu mais queria conhecer: as ruas Major Paulo e Princesa Isabel estão entre as poucas no mundo que ainda se conservam características originais do calçamento feito com pedras de minério de ferro, da época em que a cidade se constituiu

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A gente nota a diferença para outros tipos de pedra: a cor é mais forte e a pedra, mais lisa

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Noventa por cento de ferro nas calçadas

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Oitenta por cento de ferro nas almas

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A gente vai andando sem rumo pelo centro histórico de Itabira e se depara com construção modernas e antigas e outras que a gente não sabe bem o que é, como esta. Não achei uma placa nem nenhuma referência, mas gostei

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A Catedral

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Uma estátua do poeta orna o pátio do Grupo Escolar

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O Grupo Escolar: o antigo, onde o poeta estudou, não existe mais

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O sobrado onde morou a família de Carlos Drummond de Andrade é uma edificação do século XIX, de grande importância histórica para Itabira. Está fechado para reformas

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O Museu de Itabira fica logo em frente à casa de Drummond e no passado chegou a ser câmara, cadeia, fórum e prefeitura. Construção também do Séc. XIX, muito bem preservada, hoje recebe exposições e eventos culturais. Não o pegamos aberto, infelizmente

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Igrejinha do Rosário

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Quando chegamos, já ao final da tarde, o senhor de camisa amarela viu que observávamos a igreja. Ele disse algo tipo: “ah, se querem ver por dentro é só bater naquela casa ali que a dona fica com a chave”. Achamos uma graça, mas ficamos sem jeito. Ele estava ali sozinho, meio que esperando algo, mas não sabíamos o que. Eis que o bar abriu e ele rapidamente se dirigiu para lá. Do nada apareceu outro homem, que tomou a mesma direção. Estavam ambos, esperando o bar abrir, simplesmente. Como diria Drummond: “Eta vida besta meu Deus”. 🙂

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Enquanto esperava o bar abrir (e até então a gente não sabia disto), o senhor de camisa amarela mostrou que esta casa, que fica do outro lado da igreja, pertenceu ao primeiro médico da cidade. “O povo vinha a cavalo de tudo quanto é canto e ele ia também atender as pessoas de cavalo”. Daquelas histórias que a gente não vê em placas, somente nas prosas mesmo

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Antigo Hospital, em reforma

 

Bem, podemos dizer que para conhecer os atrativos de Itabira um dia basta. Porém para quem tem um pouco mais de tempo vale a pena ir até o distrito de Ipoema, onde tem o Museu do Tropeiro e a belíssima Serra dos Alves. Nesta visita não tivemos tempo, mas vamos nos planejar para em breve conhecer Ipoema.

 

Onde comer:

Por indicação de uma itabirana muito simpática almoçamos em nosso primeira dia na cidade no Chico Savassi .Comida mineira em self service por R$ 29,90

Excelente comida e atendimento. O ambiente é lindo, decorado como um armazém. Se você vai à Itabira recomendamos demais este restaurante.

Na primeira noite jantamos e no segundo dia almoçamos no Restaurante Varanda, que ficava bem pertinho do nosso hotel. A noite pratos a la carte por preços de até R$ 25,00 (servem duas pessoas). De dia self service (não me lembro o preço, mas nossos pratos deram um valor parecido que o do Chico Savassi).

A comida do jantar estava razoável, a do almoço estava boa. O ambiente é simples, lembra um grande refeitório, com muitas mesas juntas. É bem barulhento também, quase sempre está cheio.

 

Como chegar:

Partindo de BH, de carro, pela (terrível) BR 381 sentido Espírito Santo. De ônibus pela empresa Saritur. Distância: 80 kms, em média 02 horas. (Mas a estrada é bem complicada e está em obras, o que forma longos engarrafamentos e aumenta, de modo bem imprevisível, o tempo da viagem).

 

Onde ficar:

Nós nos hospedamos no Hotel Job, leia nossa experiência neste post.

90% de ferro nas calçadas, 80% de ferro nas almas

Bem, já falamos um pouco da cidade, de seus pontos turísticos e do filho ilustre, Carlos Drummond de Andrade. Porém não temos como encerrar este post sem falar da atividade mineradora na cidade e de suas implicações.

Assim que a gente entra em Itabira já vemos a Serra toda cortada pela mineração. Vendo Itabira do alto, do Pico do Amor, por exemplo, é nítido o quanto a atividade de extração destruiu a região. Tanto é que na cidade soubemos que um dos picos, o Pico do Cauê não existe mais – ele começou a ser explorado por ingleses ainda em 1929 e dele hoje só resta um grande buraco. Há quem diga que um vôo de helicóptero sobre a cidade é uma cena triste. (Já ficamos bem impactados em ver a serra cortada estando em solo, do ar então…)

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A serra cortada pela mineração de ferro

Diz que Drummond evitou voltar à Itabira pois preferia não ver a destruição de sua cidade natal. A mineração e o ferro, a mudança de sua terra foram temas de vários de seus poemas, incluindo o famoso “Confidências do Itabirano”, que abre este post.

Nesta visita à Itabira conversamos com vários Itabiranos para tentar entender um pouco a relação da população local com a mineração. Recentemente a Vale comunicou a investidores que extrairá ferro na mina Cauê, de Itabira, somente até 2028, estimando o fim do ciclo produtor na região. E o que será feito depois? Pouco se sabe… há notícias de que a empresa passará a receber e beneficiar minérios de outras regiões. Mas e o impacto ambiental? O que será feito pelas serras devastadas? Não se sabe…

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Aquela área ao fundo que parece um lago é uma área de rejeitos da mineração

De modo unânime os itabiranos com quem garramos na prosa falaram da preocupação com o futuro financeiro da cidade: hoje mais da metade da receita da cidade vem do minério de ferro, muitos empregos são gerados direta e indiretamente pela empresa. A constituição da cidade se confunde com a da própria empresa, tanto que ela batiza o principal clube de futebol da cidade, Valério Esporte Clube (Nome em alusão ao antigo nome da empresa, companhia VALE DO RIO  doce).

A gente entende a necessidade do progresso, a demanda pelo recursos. Somos mineiros e estamos muito acostumados à mineração – nosso Estado tem inclusive o nome de Minas Gerais em alusão às tantas minas abertas e exploradas por aqui. Mas como nosso poeta um dia escreveu, dói e muito ver nossas montanhas desaparecendo, sofrendo, “esburacadas”, como nos disse uma moradora. É bem impactante e melancólico, na verdade. E é essa a contradição que a mineração inevitavelmente sempre traz. Drummond, que não escondia sua decepção na época, não escapou às críticas de que era contra o progresso da cidade, contra o desenvolvimento. Mas, e agora? Será mesmo que tinha que ser feito desta forma? Será que tinha mesmo que subtrair-nos uma montanha inteira?

Reflexões…

Agradecimentos a todos os Itabiranos com quem cruzamos pelo caminho e ao mestre maior, Drummond.

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Óculos escuros para esconder os olhos inchados de chorar. Visitar Itabira e o Memorial foi uma experiência muito impactante para mim. E um sorrisão para demonstrar minha gratidão por este dia. Obrigada, poeta

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Os mineiros

 

“Cada um de nós tem seu pedaço no pico do Cauê.
Na cidade toda de ferro
as ferraduras batem como sinos.
Os meninos seguem para a escola.
Os homens olham para o chão.
Os ingleses compram a mina.
Só, na porta da venda, Tutu Caramujo cisma na derrota incomparável.”

(Itabira – Carlos Drummond de Andrade)

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Bem em frente ao nosso hotel tinha uma lanchonete que tinha esta luz em neon na parede, escrito “sorrisos”. Leonardo tentou de tudo quanto é jeito me fotografar debaixo dele, a meu pedido, mas a luz não ajudava. Vai esta foto assim mesmo, que simboliza minha gratidão por ter conhecido mais uma cidade mineira e uma muito especial: a terra de um de meus poetas preferidos na vida <3

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😀

Fontes consultadas:

Wikipedia

Itabira: “Cidade do Ferro” vive futuro incerto com a possibilidade do fim do minério

Museu Território Caminhos Drummondianos

Instituto Estrada Real

Folha de São Paulo: mineração destruiu cartão postal

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oqueijovainamala

Um casal mineiro que ama viajar e conhecer novos lugares, mas acima de tudo busca experiências e novas histórias para ouvir e contar.

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12 Resultados

  1. Adorei o post.
    Mais uma cidade encantada em Minas Gerais.
    Eu também sou fã de Drummond e vou amar seguir seus poemas, receber as ligações dele e tudo isso em uma cidade rodeada de belezas naturais.
    O centro histórico também me encantou.
    Preciso conhecer Itabira!

  2. Juliana disse:

    Ah, eu soube de Itabira ano passado ao procurar um poema de Drummond na Internet. Ele e Caio Fernando Abreu são meus xodós, fiquei emocionada só de ler seu relato. Tenho certeza de que preciso ir e de que irei amar. Obrigada pelo post.

    • Vanessa Barreto disse:

      Juliana, Itabira é uma viagem de sentimentos. É o tipo de turismo que faz sentido para quem gosta do poeta e se você gosta de Drummond certamente viverá uma linda experiência por lá. Qualquer dúvida conte conosco. 🙂

  3. Maiara Barbosa disse:

    Que linda reflexão! Essa cidade deve exalar poesia pra todos os cantos!!! Será que além dos museus e do centro histórico, tem cachoeira também? rs

    • Vanessa Barreto disse:

      kkkkkk, como não amar uma boa cachoeira né? Não tivemos tempo de explorar os arredores nesta viagem, mas parece que na Serra dos Alves, no Distrito de Ipoema, tem. 🙂

  4. Leticia Ayres disse:

    Opaaa amei o blog e principalmente sobre as postagens da minha terrinha Itabira. Nasci, cresci e vivo em Itabira.Sobre a postagem acima da casa ”construção modernas e antigas e outras que a gente não sabe bem o que é” la chama Castelinho. Era uma residencia hj não tem morador . Temos muitas cachoeiras nos distritos de Itabira. Os distritos são : Ipoema, itambé e Senhora do Carmo.Infelizmente muitos itabiranos sequer sabem da existência destas cachoeiras por falta de interesse , e o interesse fica maior na questão da cultura, Muitos não conhecem poemas as obras do nosso conterrâneo do nosso poeta maior. POR FALTA DE INTERESSE, Enfim amei o blog e vou continuar viajando com vcs por aqui.

    • Vanessa Barreto disse:

      Leticia, que delícia ler seu comentário! Obrigada pelo esclarecimento sobre o castelinho. Sobre Ipoema já ouvimos falar e queremos conhecer, dos demais distritos sei pouco mas vou seguir sua dica e pesquisar sobre eles, quem sabe a gente não vai conhecê-los também? <3

  5. Leonardo Signorelli disse:

    Já escutei muito sobre essa pequena cidade por causa do Drummond. Vou adorar conhecê-la, principalmente por esse centro histórico lindíssimo. Esse seu post vai servir como meu roteiro e será seguido ao pé da letra! 🙂

  6. Paula Gabi disse:

    Eu adoro ler seus posts sobre os lugares próximos a nossa amada BH e toda a riqueza que vocês mostram!
    Estou até com vergonha, ja fui a Itabira a trabalho e não sabia que era a cidade de Carlos Drummond! Quanta coisa legal para se visitar e que eu perdi 🙁 Preciso voltar lá urgente!
    Parabéns por mais um excelente post!

    • Vanessa Barreto disse:

      Paula Gabi, quanta generosidade a sua! Adoramos explorar locais menos turísticos e Itabira foi uma boa surpresa, especialmente para nós, amantes da obra de Drummond! Se precisar de alguma dica a mais estamos aqui 🙂

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