Onde comer na Cidade de Goiás

Nós sabíamos que em Goiás encontraríamos uma comida algo parecida com a mineira – a herança histórica de ambos os Estados remonta a época colonial em que tropeiros cruzavam o interior do país em busca de ouro. A comida tinha que ser não tão perecível, para suportar as longas viagens e ao mesmo tempo oferecer “sustância” para dar energia aos aventureiros.

E assim nasce a base da comida goiana (e também a da nossa amada comida mineira): carnes, farinha e gordura estão presente em boa parte dos preparos. Mas é claro que cada Estado guarda suas variações próprias, tanto por outras influências que venham a ter sofrido ao longo do tempo como também pela disponibilidade de insumos e frutos locais.

A Cidade de Goiás oferece opções de alimentação onde conseguimos provar da típica culinária goiana. Listamos aqui os locais que conhecemos:

Restaurante Braseiro

Nossa parada para almoço foi este simples restaurante, dica do Guia 4 rodas. Comida goiana simples, no fogão à lenha mas muito saborosa. Os próprios donos recebem os clientes, você pega seu prato e vai lá dentro, na cozinha, se servir. À vontade por apenas R$ 20,00. É imperdível.

Uma delícia!

Ah, e não deixe de pedir o suco de cajuzinho do cerrado, delicioso!

Dalí Sabor & Arte

Nossa opção para o jantar. Fica na Rua 13 de Maio, bem de frente à casa de Cora Coralina, do outro lado do rio. As mesas são colocadas na calçada e a gente pode jantar bem perto do rio, fica um clima bem gostoso.

Pedimos um prato típico, o arroz com pequi, que acompanha salada. Estava ok, mas nada demais. O pequi vem inteiro e não já sem os espinhos e misturado com o arroz, como eu esperava. Inclusive aqui fica um alerta importante: NUNCA morda o pequi, ele tem que ser “roído” com os dentes de modo delicado – ele é lotado de espinhos por dentro.  Em nossa viagem por Goiás experimentamos outros preparos com pequi que achei bem mais saboroso.

O restaurante oferece também outras iguarias típicas, como o famoso empadão goiano.

Os espinhos por dentro do Pequi, um perigo para os desavisados

Docinhos da Dona Augusta

Goiás é famosa por suas doceiras – a poetisa Cora Coralina era uma delas. Por indicação de blogs fomos até a casa da Dona Augusta que vende seus docinhos na sua própria casa.

Os docinhos ficam expostos numa mesa redonda, num cômodo na entrada da casa. Entrei, bati palmas e ela veio nos atender.

Esses doces que lembram uma empada são os PASTELINHOS: a base é parecida com a de um quiche, mas mais adocidada. O recheio é doce de leite e leva canela, achei MUITO gostoso, mas Leonardo não viu muita graça. Ela vende também doces cristalizados e limão galego recheado com doce de leite, que eu achei bobo, mas Leonardo gostou muito
Rosas de côco, que ela vende a unidade a R$ 2,00

Compramos várias bandejinhas de doce para presentear familiares. Cada uma custou R$ 10,00 (pastelinho). Adoro presentear com produtos típicos – costuma ficar bem mais em conta, é um presente diferente e ainda impulsiona o comércio local e os artesãos.

A casa da Dona Agusta fica na Rua Senador Eugênio Jardim, 23.

Restaurante Brasil

Queríamos almoçar um dia no Mercado Municipal de Goiás. Recebemos boas recomendações do Restaurante Brasil, na pousada onde nos hospedamos. Decidimos então conhecê-lo.

Comidinha super simples, com poucas mas deliciosas opções. É aquela comidinha de vó mesmo, sabe? Não me lembro o valor, mas era a Kilo e bem em conta. Eu comeria lá todos os dias. 🙂

Livraria Ledogária

Espaço ideal para um docinho com café após o almoço no Mercado Municipal.

Os famosos pastelinhos de Goiás
Vi bastante deste doce lá também, mas não sei se tem um nome em especial. É uma torta de massa crocante com goiabada, bem gostoso

Sorveteria do Coreto

Ponto turístico famoso em Goiás, a sorveteria fica na Praça do Coreto e o mais legal, fica no próprio coreto (na parte debaixo). Picolés e sorvetes variados, incluindo sabores típicos do cerrado, uma delícia.

Não deixe de ver também nossos posts sobre o que fazer em Goiás e nossa dica de hospedagem.

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Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

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