Passa Quatro: um achado mineiro na Mantiqueira

Passa Quatro foi a quarta cidade pouso do nosso Roteiro Mantiqueira.

Estamos falando de um município mineiro de aproximadamente 15 mil habitantes localizado na região das Terras Altas da Mantiqueira, Sul de Minas.  Quando estávamos na fase de pesquisa e construção do roteiro identificamos nela um destino em potencial especialmente pela quantidade de atrativos naturais. A cidade sedia eventos de montanhismo, ciclismo e atividades afins. Numa rápida caminhada pelas ruas a gente vê muitos turistas com mochilas enormes, equipamentos de montanha e bike.

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Passa Quatro é uma jóia a ainda ser lapidada no turismo: a estrutura turística da cidade é incipiente, os atrativos em sua maioria não são sinalizados, não tem mapa turístico nem apoio ao turista, nada; inclusive conversando num comércio local (Empório Kaporanga, ver mais abaixo) soubemos pelo dono que ele mesmo, numa iniciativa com alguns parceiros locais, tem trabalhado na construção deste mapa. Ou seja: para aproveitar Passa Quatro tem que DESBRAVAR – pesquisar no google maps (nem sempre funciona) e sair perguntando mesmo: os moradores são muito acolhedores e sempre ajudam aos visitantes.

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Igreja Matriz de Passa Quatro (São Sebastião)

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A cidade é plana, com ruas de paralelepípedos. Muito bonita e bem cuidada. (Leo ali encostado na placa espiando os arredores)

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Estação de Passa Quatro, de onde sai o trem que faz o passeio até o Túnel da Mantiqueira

Apesar de ser pequena e ter pouca estrutura turística, não faltam atrativos na cidade. Relacionamos aqui os principais pontos de interesse, em nossa perspectiva:

Túnel da Mantiqueira

O Túnel da Mantiqueira é um túnel ferroviário com 997 metros de extensão, localizado nos km 23 e 24 da Estrada de Ferro Minas e Rio. Ele divide os Estados de Minas Gerais, e São Paulo. Foi palco de batalhas na revolução constitucionalista de 32, quando mineiros e paulistas duelaram: enquanto os paulistas eram contrários ao Governo Vargas, os mineiros estavam do lado do presidente.

Existem duas formas de conhecer o túnel: de TREM e por TRILHA.

DE TREM: Hoje o túnel está abandonado e é explorado apenas de modo turístico. A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) mantém o passeio que parte da Estação de Passa Quatro e leva o visitante ao lado mineiro do túnel. Este é sem dúvidas o passeio mais famoso da cidade, que merece um post à parte. Leia AQUI sobre o passeio de trem para o Túnel da Mantiqueira. 

POR TRILHA é possível acessar ambos os lados (o paulista e o mineiro), porém a forma mais fácil e mais utilizada pelos turistas é mesmo o trem. Nós fizemos a trilha apenas para o lado paulista e contamos sobre ela em outro post. Leia AQUI sobre a trilha para o lado palista do Túnel da Mantiqueira.

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Floresta Nacional de Passa Quatro

A Floresta é uma unidade de conservação do ICMBio. O acesso é por estrada de terra, não muito boa, mas dá pra chegar com carro baixo com algum cuidado. A Mata Atlântica preservada oferece ao visitante um local ideal para descanso e contemplação.

A entrada é gratuita, basta apenas dar o nome na portaria, onde anotam também a placa do carro.

A estrutura é boa, com banheiros, parquinhos, área de piquenique, muito verde e o principal atrativo: a Cachoeira do Iporã. Trata-se de uma queda com poço represado, formando uma piscina natural. A gente deixa o carro num estacionamento (onde tem banheiros) e de lá segue a pé por uma estrada bem larga, de terra batida. O caminho é fácil e curto – só um pouco íngreme em alguns trechos, mas super tranquilo.

DSC_0023.JPGAo redor da piscina, bancos de madeira e um quiosque com mais bancos e uma mesa.

Por ser a cachoeira de mais fácil acesso e estruturada de Passa Quatro costuma ficar bem cheia, especialmente aos finais de semana. Nós seguimos nossa regra de ouro para locais assim e chegamos cedo: a água é bem gelada mas a gente nem quis saber e se jogou. Quando já estávamos nos preparando para partir, um grupo grande chegou. Chegar cedo nestes locais de fácil acesso é fundamental para curtir melhor o lugar.

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Água bem gelada, como quase todas as cachoeiras da região da Mantiqueira

Desbravar as cachoeiras e estradas de terra

Passa Quatro é uma cidade com várias cachoeiras, uma mais linda do que a outra. Porém nós identificamos dois problemas que complicam bastante o acesso à elas:

1)Como já mencionamos a cidade é totalmente mal sinalizada para o turismo – podemos dizer que praticamente não há sinalização. Então para encontrá-las é tentar o Gmaps (algumas localizam, outras não) ou sair perguntando pros moradores mesmo

2)Outro problema é que muitas estão em propriedade privada – a mais famosa e bonita, a Cachoeira da Gomeira, por exemplo, é uma delas. Nós tentamos chegar e a vimos ao longe, pela estrada. A área é toda cercada com placas de “proibido entrar” e “propriedade privada”. Não havia ninguém no local a quem pudéssemos perguntar sobre. Já havíamos lido no Trip Advisor o relato de um viajante que foi “enxotado” pelo dono das terras ao tentar acessá-la, outros conseguiram e nada falaram sobre o acesso. Enfim, se o desejo de conhecê-la for  muito grande o negócio é ir na sorte e tentar falar com alguém por lá mesmo para conseguir autorização.

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Cachoeira da Gomeira lá ao fundo: fica em propriedade privada e o acesso não é permitido

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Com zoom

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Foto de quem um dia conseguiu chegar até ela – Foto retirada do Portal Passa Quatro

Como a cidade é pequena, muitas de suas belezas estão mesmo na zona rural. São várias estradinhas de terra. A gente gosta bastante e decidiu pegar várias delas meio que sem nem saber pra onde ia, só pelo passeio mesmo. A gente se depara com cada cenário belíssimo, então se você não tem dó de por o carro em estrada de chão vale muito a pena.

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Inclusive foi numa destas “desbravadas” que encontramos a Cachoeira do Cão Preto. O google maps a sinalizava e lá fomos nós, estrada de terra! Passamos por uma porteira (aberta) e chegamos a uma casa com a placa “abrigo”. Imaginamos ser um dos abrigos dos aventureiros que fazem as travessias pelas serras da região. Havia um carro do lado de fora da casa, a casa estava aberta, mas não encontramos ninguém. Entramos pois.

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Uma placa indicava “abrigo” e ao lado uma passagem aberta. Deixamos Catarina perto da cerca e seguimos a pé

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Avistamos esta casa e novamente a placa “abrigo”: as janelas estavam abertas e parecia ter gente, mas não avistamos ninguém. Ao que tudo indica um dos vários abrigos para os aventureiros que vão fazer trilhas e travessias na região

A trilha passa pela área externa da casa, mas é afastada dela, então não nos pareceu estarmos invadindo uma propriedade ou ao menos o dono não parece restringir o acesso de visitantes à cachoeira, pois estava tudo aberto e não havia nenhuma placa de proibição de entrada.

A cachoeira não tem poço pra banho, mas dá uma ducha deliciosa!

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Cachoeira Cão Preto: ela é localizada pelo Google Maps, mas pesquisando a gente não encontrou na internet nada sobre ela. A queda é pequena, uns 5 metros em média. A gente pode se banhar de pé, tomando ducha, ou sentado numa das pedras. É bem revigorante!

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A gente passa por esta pontezinha para chegar da entrada da propriedade ao abrigo, e depois à cachoeira. Aqui já estávamos indo embora

Pesquisando lemos também sobre a Cachoeira do Andorinhão, mas esta não chegamos a procurar. Os relatos de outros viajantes diziam sempre a mesma coisa: acesso difícil, estrada de terra, sem placas, trilha sem sinalização. Muitos vão com moradores mesmo, que de um modo informal fazem as vezes de guia.

Mas em Passa Quatro é bem assim: se quiser cachoeira fácil vá à Floresta Nacional e delicie-se com a Iporã. Para todas as demais é estrada de terra, Gmaps, boca pra perguntar e alguma sorte (especialmente de encontrar alguém no caminho..rs)

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Registro que fizemos em uma das várias estradinhas de terra pelas quais passamos em Passa Quatro. Ê Minas Gerais! <3

Museu das miniaturas

O Museu fica bem pertinho da Estação Ferroviária. Nós não o visitamos porque simplesmente esquecemos! Fizemos tanta coisa em Passa Quatro que ele foi ficando, ficando, ficando e quando já estávamos na estrada partindo da cidade nos lembramos. Fica a dica para quem planeja visitar a cidade, a entrada é gratuita. Saiba mais sobre ele AQUI.

Ingazeiro

Vimos sobre o Ingazeiro no Trip Advisor. Trata-se de uma árvore centenária e gigaaaante. Fica em propriedade privada, mas os donos das terras permitem a visitação, tanto que bem próximo dele tem uma pequena placa, indicando-o como ponto turístico e uma abertura na cerca, mostrando que é possível a passagem. Fica na Estrada Toca do Lobo – bem no final dela há um abrigo para quem vai fazer travessias na serra.

Foi até engraçado: como a estrada é super mal sinalizada e eu até perguntei pro Leo: “Nossa, será que a gente não vai passar direto por ele?”. Não tem como: do lado esquerdo da estradinha de quem sobe lá está ele, lindo e imponente.

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Olha o tamanico do Leo debaixo do imponente Ingazeiro

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Lá no cantinho esquerdo é Catarina, na estrada

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Rio Quilombo, que passa próximo à árvore: há cercas e placas de proibição de nadar. De qualquer modo não nos parece agradável – é cheio de pedras e neste ponto é bem raso

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Tomar um café a tarde no Empório Kaporanga

Logo que chegamos à Passa Quatro eu vi este café – ele fica do outro lado da borracharia onde precisamos dar um “up” no pneu de Catarina, bem no trevo de entrada da cidade. Não fazia ideia do que era, apenas vi um “café bonitinho” e me planejei para ir lá num outro dia.

E assim foi feito. Paramos no Empório Kaporanga para um café de fim de tarde. Logo na entrada eles ostentam um quadro negro com os dizeres: “o número 1 do Trip Advisor em Passa Quatro”. E não é para menos: o local é uma graça! Cafés, salgados, doces são servidos num ambiente lindamente decorado. Eles vendem também camisas, essências, temperos, cervejas, dentre outros. Detalhe: as estampas da camisa são de autoria do próprio dono e as cervejas artesanais são feitas por ele também.

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Conversando um cadim o dono nos contou de seu projeto: agregar parceiros para montar o mapa turístico da região. Passa Quatro carece mesmo ainda de muito investimento em Turismo e é bem legal ver quem mora e trabalha por lá se organizando.

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Eles vendem o famoso queijo d’alagoa

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Portanto anota aí: Kaporanga é parada obrigatória para quem visita Passa Quatro, seja para um café com pão de queijo, seja para comprar lembrancinhas.

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A escolha do Leo: empada de queijo. Estava MUITO boa

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Minha escolha: pão de queijo. Maravilhoso!

Almoçar no Restaurante “A estação”

Passa Quatro não tem tantas opções de restaurantes e a maioria deles é bem simples. Como estávamos em um quarto alugado pelo Airbnb e cozinhando a maior parte do tempo, queríamos ao menos um dia uma comidinha mais especial sabe?

Pesquisando no Trip lemos sobre o restaurante “A Estação”. Os viajantes indicavam muito os risotos da casa e decidimos então que lá seria a nossa escolha para um almoço mais “requintado”.

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A casa é uma graça: super bem decorada, som ambiente, muito tranquilo. Os donos são de São Paulo e vieram empreender em Passa Quatro. A gente nota o bom gosto dos proprietários na decoração, música e na escolha do cardápio: o menu é todo separado fazendo alusão às etapas de uma viagem de trem, coisa linda.

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Foto: Facebook do Restaurante

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Foto: Facebook do Restuarante

Curtir a calmaria da cidade pequena

A gente sempre bate nessa tecla! Em toda cidade pequena uma das melhores coisas a fazer é se permitir nada fazer! Caminhar lentamente, sentar no banco da praça e ver a vida que passa lenta, prosear com um e outro, entrar nas lojinhas locais…  é uma delícia!

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Catarina desbravando a pequena cidade

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Fazendo amigos

Passa Quatro é cheia de fontes de água mineral, são várias espalhadas pela cidade:

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Bate e volta para comprar queijos em Itanhadu, Itamonte e Pouso Alto

Toda a região é bastante conhecida por suas queijarias, muitas delas inclusive tem lojas nas estradas, justamente para facilitar o escoamento da produção para os turistas e viajantes. 

Em Itamonte paramos na Casa de Frios Donato, onde compramos o nosso primeiro queijo Alagoa da viagem. (Muito bom!)

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Este comércio ficava ao lado da Casa de Frios Donato, em Itanhandu. Achei uma graça e fiz o registro

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A primeira queijaria em que paramos: Donato, na BR 354. Imensa variedade em queijos e frios

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Os queijos Alagoa curando: todos tem identificados os produtores

Em Pouso Alto acidentalmente paramos na queijaria Pousonata. O pneu de Catarina furou e tivemos meio que parar de emergência num posto na estrada  e por sorte a queijaria era anexa. Era tanta opção e com um preço tão atrativo que ficamos doidos! O moço do balcão era destes mineiros raiz, bom de prosa e contador de história. Quando na conversa dissemos que éramos de BH e estávamos conhecendo a região de carro aí que a prosa rolou solta. Leo já tinha enchido de novo o pneu pra gente ganhar um “gás” até chegar em Passa Quatro e nós ainda ficamos lá um bom tempo. Levamos uns queijos com a gente, CLARO!

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Mirante da Garganta do Embaú

Outro público que muito visita Passa Quatro são os moto clubes! Quando paramos noeste mirante tinham vários deles! Lá há uma imagem grande de Nossa Senhora Aparecida e um altar, onde muitos devotos passam para orar e deixar velas. A “Garganta” está bem no  caminho de romeiros que seguem rumo à Aparecida do Norte.

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A Garganta do Embaú é uma formação rochosa bem na divisa dos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Ela está logo acima do famoso Túnel da Mantiqueira.

De lá consegue-se em dias claros avistar o município de Lorena-SP. A vista e muito bonita, a única coisa chata é que o local está bem “largado”: mato alto e muito lixo, incluindo garrafas de bebidas. Não me pareceu muito seguro para ir sozinho ou quando está mais deserto.

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O mirante da Garganta do Embaú fica bem pertinho da divida Minas e São Paulo

Passar o dia na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia

Não é o ideal, mas para quem está hospedado em Passa Quatro com um pouco de boa vontade dá pra acordar bem cedo e passar o dia na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia. Falamos não ser o ideal porque se a ideia central da viagem é ir para o Parque vale mais a pena hospedar-se mais perto, mas para quem por qualquer motivo já está em Passa Quatro mesmo pode ser uma boa pedida.

Partindo de Passa Quatro são 46 kms, em média 01 hora até a Parte Alta do Parque. Algumas das atividades da parte alta do Parque são mais difíceis, mas é possível apenas fazer trilhas mais curtas ou parte delas, já dá pra curtir um pouco. Nós pensamos seriamente em tirar um dia para alguma das trilhas, mas o tempo estava curto e desistimos. Além disso temos planos de conhecer o Parque de modo mais completo, numa outra oportunidade.

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Entrada para a parte alta do Parque. Ali está a divida dos Estados de Minas e Rio

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Na estrada, já em área pertencente ao Parque Nacional do Itatiaia

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Estrada de acesso à portaria da parte alta do Parque

Se a ideia for fazer este bate e volta recomendamos muito uma parada ao final do dia no Bar do Miguelzinho, na BR354, em Itamonte-MG, divisa com Resende-RJ. O bar é parada de motoclubes e esportistas que vão ao parque, um ponto de encontro mesmo. Há vendas de queijos, doces e cachaças além de lanches variados a preços super camaradas. O mais legal: encostei lá e pedi dois cafés e na hora de pagar ouvi o seguinte: “Aqui é Minas, mineiro cobra café não”. <3

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Tomando café de graça no Bar do Miguelzinho

Atividades esportivas – travessias, cicloturismo

Grande parte dos turistas que vão à Passa Quatro são atraídos pelos esportes de aventura. São muitas as rotas ideais para ciclistas, praticantes de hiking, trekking e especialmente montanhistas.

Nós não chegamos a explorar nenhum tipo de atividade no estilo, mas fica a dica!

A empresa Araucária Turismo oferece passeios na região. (Como não fizemos nenhum passeio com eles não podemos falar dos serviços).

Dica de hospedagem a baixo custo:

A cidade é bem pequena. Para quem quer economizar nas hospedagens existem algumas opções (poucas) no Airbnb. Nós nos hospedamos em um quarto alugado numa casa em que a proprietária aluga uma casa privativa, quartos privativos com banheiro e tem até área de camping, o custo benefício foi bem bom! Deixamos aqui o link da nossa hospedagem por lá: Mineirice em Passa Quatro

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Visual do jardim no nosso Airbnb

Salve no Pinterest e consulte sempre que quiser

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oqueijovainamala

Um casal mineiro que ama viajar e conhecer novos lugares, mas acima de tudo busca experiências e novas histórias para ouvir e contar.

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