Roteiro de 02 dias em Terra Ronca

Chegamos em Terra Ronca já no final do dia num sábado e ficaríamos até segunda-feira. Como chegamos quase ao anoitecer, tivemos efetivamente um domingo inteiro e a segunda até umas 15 horas, pois sairíamos de lá já rumo a outro destino, dentro do Roteiro Cerradão Goiano, ou Viagem ao Centro do Brasil.

Assim que chegamos nos instalamos na Pousada São Mateus. Beto, o dono, já fez contato com o guia Rivaldo, que combinou de nos encontrar na pousada no dia seguinte as 08 hs.

Nosso chalé na Pousada São Mateus

Claro que conhecer a Caverna Terra Ronca I faz parte de qualquer roteiro, já que ela é a mais famosa da região, cartão postal do parque, então já estava definido que começaríamos por ela.

Dia 1: Terra Ronca I e Angélica

Seguimos em nosso carro da pousada até a área de estacionamento diante da entrada de Terra Ronca I, um trajeto não muito demorado.

Terra Ronca I é o cartão postal maior do parque: a caverna impressiona por sua boca enorme e pela singeleza do altar onde é realizado o festejo do Bom Jesus da Lapa no mês de agosto, logo na entrada. Independente do número de dias para este roteiro, achamos que vale a pena incluir (e começar) pela Terra Ronca I.

Para terem a dimensão do tamanho: a gente passa por aquele “portalzinho” de madeira
Nosso guia Rivaldo, diante do altar, construído em meio às rochas da caverna. Não é lindo?

Leia AQUI o post que escrevemos sobre a caverna Terra Ronca I.

A Caverna Angélica fica em propriedade privada e é preciso pagar R$ 5,00 por pessoa para acessá-la. A cobrança é feita numa porteira: precisamos passar por ela e adentrar as terras dos “donos” da área.

Angélica é uma caverna pequena, em duas ou  três horas conseguimos visitá-la. Ela não é uma caverna “molhada”, ou seja, o passeio é feito o tempo todo em terreno seco. O nível de exigência física é mais suave que Terra Ronca I, porém algumas passagens são mais apertadas e estreitas do que na caverna anterior.

Com nosso guia, Rivaldo, na Caverna Angélica


Ao final do passeio, já estando próximo da hora do sol se pôr, Rivaldo nos levou ao mirante, que pode ser acessado por uma estradinha de terra, partindo da via principal do parque. Não há qualquer tipo de sinalização, só quem conhece mesmo a região consegue chegar ao local.

Leia AQUI nosso post sobre a Caverna Angélica.

Dia 2: São Bernardo

Em nosso 2º e último dia em Terra Ronca estávamos ainda em dúvida sobre qual caverna escolher: São Bernardo ou São Mateus. Nosso guia nos deixou muito à vontade, falou um pouco de cada uma delas, mas acabamos decidindo por São Bernardo por causa desta foto:


Foto: José Humberto de Paula. Retirada do site Curta Mais

Dentro da caverna passam os rios São Bernardo e Palmeiras e num dado momento eles se encontram, no famoso Salão do Encontro, um dos momentos mais esperados do passeio!

Ficamos mais ou menos umas 5 horas dentro da caverna, mas nós estávamos em ritmo bem lento, especialmente porque queríamos fotografar. A caverna é simplesmente majestosa.

Leia AQUI nosso post sobre a Caverna São Bernardo.

Com mais um dia escolheríamos conhecer a São Mateus e neste sentido, consideramos que pelo menos 3 dias são o ideal/mínimo para conhecer as principais cavernas.

Neste post falamos mais do Parque Estadual de Terra Ronca, com dicas importantes para quem quer se programar para conhecer as cavernas. Um passeio inesquecível!

Para conhecer Terra Ronca, recomendamos o guia Rivaldo, que nos proporcionou um passeio seguro, divertido e incrível! Para contactá-lo:

Facebook

Celular: (62) 9 9669 9770.

Compartilhe:

Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

Você pode gostar...

4 Resultados

  1. José Humberto M. de Paula disse:

    Vanessa,
    Essa é a estória. A estória de uma foto…
    Essa foto de São Bernardo circulou, circulou, viaja o mundo !!!… Essa foto me levou, literalmente, em quatro Continentes !!!… E por incrível que pareça, não foi muito demorada, como você comentou em um dos seus posts. Ela – essa foto – me veio inteira, me chegou na imaginação, a vi de uma vez, inteira, completa,… Foram 10min, apenas… Foi isso, me veio, me chegou inteira, a partir da imagem tênue que eu tinha da Nebulosa de Orion. Quando estava no local me lembrei dessa Nebulosa de Orion, com seus lindos tons de azul, alaranjado do espaço da Via Lacta… Tinha visto a Nebulosa de Orion em uma imagem de um telescópio que se encontra no Deserto do Atacama, no Chile. A imagem é da Agência Espacial Europeia e eu a vi um dias antes, ainda em Brasília… Os tons de azul, vermelho ficaram, permaneceram gravados na minha mente. Chegando aí, no Salão do Encontro, quis aproveitar o vapor d’água suspenso no ar, especialmente pela grande quantidade de água dos dois rios (vazão de 5 m3/s) e o calor do 15 de novembro de 2012. Então imaginei essa Nebulosa Subterrânea de Terra Ronca. Essa é a Estória. Foi assim que eu quis e fiz. Foi assim. Essa é a estória.
    Obrigado.
    José Humberto.

    • Vanessa Barreto disse:

      Emoção é pouco para descrever o que sentimos lendo esta estória. Não temos como agradecer pela generosidade em dividi-la conosco e com todos os que passam por aqui, seu trabalho é sensacional! 🙂

  2. José Humberto M. de Paula disse:

    Oi, Vanessa
    Acabei de voltar de Terra Ronca… Minha 80ª Viagem-Sonho em Terra Ronca. Isso, para os livros que faço de lá e pra lá, vou anotando tudo em umas cadernetinhas… Pessoas, impressões, estórias. Foram oitenta vezes vivendo aquele mundo surpreendente. Mas, para quem pode imaginar ao contrário, sempre é diferente, novo… Pois TUDO MUDA NO DEVAGAR DEPRESSA DO TEMPO… COMO TUDO EM TERRA RONCA. Como TUDO NA VIDA. Estou voltando no fim do mês… Começo do mês que entra, o de março.
    É isso, por enquanto.
    Obrigado.
    José Humberto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *