Trilha da Pedra da Onça e o Bosque dos Duendes

O início da trilha começa logo após a Fazenda Monte Verde, na Estrada dos Ferreiras. O acesso é por uma boa estrada de terra, sem qualquer dificuldade. A esquerda da estrada há uma grande área plana, onde pode-se estacionar, sem custos. Após deixar o carro, seguimos pela estrada de terra, subindo. Passamos em frente ao Sítio Cheiro de Mato (uma casa amarela, a esquerda), até chegar a uma porteira. Passando pela lateral dela já estávamos bem no início da trilha.

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Estacionamento, gratuito.

A trilha é bem demarcada, praticamente toda em mata fechada, então há quase nenhum sol. A subida inicial não é muito íngreme, mas com o tempo o relevo vai ficando cada vez mais acidentado e  a trilha torna-se especialmente difícil em seu ⅓ final. Não há necessidade de escalaminhada, nenhuma grande dificuldade técnica, o problema é a exigência física mesmo! São 03 pontos para abastecimento de água ao longo do caminho, recomendável levar clorin, pois muitos animais transitam por ali. A trilha é identificada no google maps como “trilha do Jorge”.

Em dado momento chega-se a uma bifurcação. Para seguir para o pico basta seguir a esquerda. A direita segue-se para chegar a Monte Verde, passando pelo Bosque dos Duendes – falaremos dele mais abaixo, há por ali um caminho que permite fazer uma travessia entre as duas cidades. Contudo esta trilha não é demarcada e exige guia, pois o risco de se perder é grande.

Seguimos direto para o pico e levamos 02:20 para concluir a subida, com algumas paradas para descanso e abastecimento de água. Lemos em outros blogs que esta costuma ser a média da maioria dos visitantes, mas há quem faça em 03 horas ou mais. Esta foi minha primeira trilha mais difícil na vida e sofri um bocado! (Algo tipo, quase morri, mas tamo aí!)

Lá do alto a vista é muito bonita. De um lado, avista-se São Francisco Xavier, do outro, Monte Verde. Há uma pequena área plana em que alguns viajantes acampam para ver o nascer do sol, quando fomos havia apenas uma barraca com um grupo de adolescentes. Não há fonte de água lá em cima, portanto é preciso se abastecer bem no último ponto, antes de chegar ao cume.

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Vista de São Francisco Xavier do alto da Pedra da Onça.

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Vista de São Francisco Xavier do alto da Pedra da Onça. (2)

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Leo contemplando.

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E eu comemorando ter chegado viva! ahahahahaha!

Há uma árvore com sombra, onde estendemos nossa canga, lanchamos e descansamos. Não são muitas as áreas com sombra e lá vimos um casal que estava com uma sombrinha para poder contemplar o horizonte debaixo de sol, com maior conforto. ideia que utilizamos posteriormente em outra trilha. (Dica que levarei para TODA A VIDA!)

Logo no começo da descida observamos uma pequena trilha (a direita de quem desce, a esquerda de quem sobe) e descobrimos que ela dá acesso a uma outra parte da pedra, onde fica o livro do cume. Dentro de uma caixa de metal há um caderno em que os aventureiros que concluíram a subida podem registrar seus nomes. O espaço é bem pequeno e estava muito cheio (feriado, lembram-se?) e não esperamos para assinar.

A descida levou mais ou menos 03 horas porque fomos num ritmo muito lento. Gostamos (Leo em especial) de observar a vegetação, por vezes fotografar e também de curtir a trilha. Então várias pessoas passaram aceleradas por nós, inclusive dois jovens passaram correndo, correndo mesmo! 

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Das belezas da trilha.

Quando chegamos novamente na bifurcação pegamos a direita para conhecer o Bosque dos Duendes. Caminhando por uns 15 minutos chegamos até ele: uma área sem vegetação rasteira, onde o solo é todo coberto por folhas secas, com árvores muito altas e densas, lembrando muito a floresta do filme “A bruxa de Blair”. O cenário é muito bonito e vale uma foto! Contudo, justamente pela monotonia da paisagem, fica bem mais difícil entender por onde vai a trilha para quem quer seguir até Monte Verde. Apenas contemplamos, fotografamos e retornamos ao início da bifurcação e retomamos nosso caminho de descida.

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O Bosque dos Duendes: lá é bem mais escuro do que parece nas fotos.

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Pausa para descanso.

Na chegada, pausa para MERECIDO descanso no Sítio Cheiro de Mato.

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Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

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