Um dia na Estação Ecológica de Bananal

A Estação Ecológica de Bananal é uma área de preservação da Mata Atlântica localizada na Serra da Bocaina, administrada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Tem como principal objetivo ser área de pesquisa e também de educação ambiental – não se trata portanto de um parque, o foco não é exatamente a visitação turística, mas sim a promoção de ações educativas.

Contudo, diariamente,  um número limitado de visitantes podem entrar na Estação, desde que agendando com antecedência. Logo na entrada da estrada de acesso há uma grande placa com o aviso de que só recebem visitantes AGENDADOS. A estrada é bem ruim, são em média  10 kms com muitos buracos e cascalhos, então não vale a pena arriscar ir sem marcar antes. Lemos no Trip Advisor a queixa de muitos que foram sem agendar e tiveram que voltar pra trás. Agendamos via email, sem qualquer dificuldade.

20170928_144519

Placa logo no início do acesso à estrada de chão que leva à Estação: aviso claro de que só entra mediante agendamento

20170928_133926-001

Centro de recepção ao visitante

Fomos recepcionados por um funcionário no centro de visitantes. Lá há uma sala com informações sobre o local, com muitos detalhes da rica flora e fauna da região. Banheiros, água e até mesmo um cafezinho estão disponíveis para os visitantes.

A estação oferece duas trilhas aos visitantes: a Trilha da Cachoeira, com percurso de cerca de 200 metros com grau médio de dificuldade (chega até o último salto da Cachoeira Sete Quedas, formada pelo rio do Braço) e a Trilha do Ouro, de nível de dificuldade alto, passando por uma trilha histórica formada por pedras, construída na época dos escravos, no século XVIII. Estas informações sobre dificuldade são dadas pela própria Estação, mas nós achamos a Trilha da Cachoeira muito fácil. Não há qualquer dificuldade técnica, a distância é pequena, tudo é bem demarcado. 

Pela Trilha da Cachoeira conseguimos ter acesso a sétima e a sexta quedas. A sétima é a melhor para banho. Estava chovendo quando fizemos a visita e não nos banhamos.

20170928_124332

Sexta queda: fácil acesso, poço que não parece muito fundo

20170928_125437

Sétima queda: o poço aparentemente é mais fundo, o acesso é igualmente fácil

20170928_131920

20170928_132609

Agradecendo pela chuva: na época em que visitamos a região da Bocaina, muitas queimadas estavam devastando a mata. Um processo fruto de negligência humana e também bastante agravado pelo tempo seco

Por dica do funcionário que nos recepcionou seguimos um pouco pela Trilha do Ouro apenas para ver o calçamento, ainda original, mas logo voltamos. Não teríamos tempo para percorrê-la por completo, infelizmente. 🙁

20170928_141112.jpg

Calçamento preservado da Trilha do Ouro

Parando um pouco mais à frente na estrada já saindo da Estação, há uma espécie de “entrada” por onde chegamos à um mirante e de lá conseguimos ver as demais quedas da cachoeira sete quedas: elas estão em propriedade privada e o dono só permite visitação no verão, mas não conseguimos muitos detalhes sobre.

20170928_140530

Trilha demarcada com “escadas” para o mirante: são menos de 300 metros de subida

20170928_140146

Parte da trilha que leva ao mirante

20170928_135756

Um deck de madeira permite ao visitante contemplar as demais quedas da cachoeira

O passeio é rápido e não tem alto grau de exigência física para quem quer visitar a sexta e sétima quedas da cachoeira, o que parece ser mais demorado mesmo é a Trilha do Ouro, que por questão de tempo não fizemos. A Estação é pequena e conta basicamente com estes atrativos. É um programa indicado para quem quer curtir cachoeira sem grande esforço (apenas o carro sofre na estrada até lá), sendo bastante indicado para famílias, inclusive com crianças. 

Estação Ecológica de Bananal:

Agendamento por email ec.bananal@fflorestal.sp.gov.br ou telefone (12)3116-2008  

Horário de funcionamento das 7:00 ás 16:00

Endereço: Rodovia SP 247, km15 , mais 10 km por estrada de terra ruim

DICAS:

É bem fácil de localizar, consta no Google Maps e há placa indicativa na estrada de terra que dá acesso ao local.

A estrada é sofrível: muitos buracos, pedras grandes e cascalho. Chegamos com nosso carro baixo, mas tivemos que ir devagar e com muito cuidado.

A entrada é gratuita, mas é AGENDADA. Melhor não ir sem agendar, o risco de não conseguir entrar é grande.

As trilhas para acesso às quedas são muito fáceis, bem tranquilo para ir com crianças. Não há lanchonete ou restaurante, se a ideia foi passar o dia tem que levar comida. Há banheiro, inclusive com chuveiros e vestiário.

Compartilhe:

Vanessa Barreto

Psicóloga por profissão, viajante por paixão. Acredito na força dos encontros, na potência das palavras e na beleza das pequenas coisas. Viajar é um modo de existir e de se reinventar e por quê não dizer terapêutico também?

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *